A figura do profissional autônomo no mercado de trabalho do setor industrial tem procurado o Senai-MT para se qualificar e ser um pequeno empresário. Segundo dados da instituição, o perfil do aluno em 2008, era de 59% empregado, 26% desempregado, 8% autônomo e 4% em busca do primeiro emprego.
O coordenador da Unidade de Desenvolvimento em Educação Inicial e Continuada (Uede) do Senai-MT, Mauro Fernandes, confirma que existe uma procura dos trabalhadores autônomos em se qualificar “conhecemos inúmeros casos de profissionais que fazem cursos e depois comentam que irão trabalhar por conta própriaâ€.
Segundo Pesquisa da Economia Informal Urbana (ECINF) conduzida em conjunto pelo Sebrae e IBGE, identificou que em 2003, havia 10,3 milhões de trabalhadores autônomos ou microempresários com até cinco funcionários no Brasil. Na pesquisa mostra que o mais citado dos motivos a começar um negócio “foi que não conseguiu emprego†com 31%.
A Organização Internacional do Trabalho (OIT), de acordo com Panorama Laboral da América Latina e Caribe em 2009, relata que os empregos no setor informal, cujo trabalhador é autônomo e não tem acesso aos benefÃcios sociais, a incidência é maior entre os homens 41,6%, do que entre as mulheres 39,6%. Outro dado é que a crise econômica poderá fechar 2,4 milhões de empregos.
O prestador de Serviços de manutenção e aluno de soldagem, Alcino Jorge Leite, 41 anos, pretende trabalhar em uma empresa e depois ser um micro-empresário. “Eu tenho um filho que vai completar 18 anos e quero que ele venha fazer esse curso de soldador para trabalhar comigo. Acredito que tem mercado e conheço várias pessoas que estão bem sucedidas. Sei que não vou ficar rico, mas quero viver bemâ€, fala Alcino Leite.
Alcino comenta que tem um parente que trabalha na Espanha como soldador e ganha entre R$ 10 mil a R$ 15 mil. “Aqui no Brasil o salário de um soldador é em torno de R$ 1,5 mil, enquanto na Espanha pode chegar até R$ 15 mil. É uma possibilidade interessante que venho pensandoâ€, revela. Leite fala sorridente que possui um sonho, com sua empresa ele pretende contratar jovens carentes e qualificá-los para trabalhar no ramo de solda.
Ao ser questionado sobre o que o curso tem proporcionado, Alcino Leite, fala que aprendeu sobre a proteção individual, pois por onde trabalhou nunca usou óculos de proteção e nem mascara contra os gases do exaustor que contém fumaça tóxica.
Reinaldo Bernardo da Silva, 40 anos, é autônomo e trabalha com revestimento cerâmico há 10 anos. Este é o terceiro curso na área que faz, ao mesmo tempo ele está fazendo gestão em vendas e pintura de obras. “É importante fazer o curso porque existem muitas técnicas novas, cerâmicas e argamassas. Além de ser qualificado sempre chama mais clientes. Estou fazendo vários cursos nesse momento porque estamos em época de chuvas, para mim esse momento é parado o serviçoâ€, conta.
A decisão de ser autônomo aconteceu devido a idade, segundo Reinaldo Silva. “Muitas empresas não contratam pessoas com mais idade. Além disso, eles só querem que a gente produza, não existe um plano de cargos e saláriosâ€, fala Silva.
Escrito por Edson em novembro 12, 2009

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